Meu filho ama telas… mas o que elas estão fazendo com o desenvolvimento emocional dele?

Em meio à correria da vida moderna, muitas famílias se questionam: como equilibrar o uso de telas com o desenvolvimento saudável dos pequenos? Estudos mostram que o tempo excessivo de tela em bebês e crianças pode impactar a regulação emocional, atenção e socialização, substituindo interações reais por estímulos digitais.

Casa Qualy

1/10/20264 min read

Estudos científicos de revisões sistemáticas e meta-análises, envolvendo milhares de crianças, alertam que o uso excessivo e precoce em bebês e crianças pequenas pode interferir diretamente no desenvolvimento sócio-emocional, afetando atenção sustentada, regulação de emoções e a capacidade de formar laços afetivos profundos.


O poder das telas (e seus riscos ocultos)

Imagine o cérebro de uma criança pequena como uma esponja ávida por experiências reais: toques, olhares, sons variados e movimentos imprevisíveis. As telas oferecem estímulos intensos e rápidos – luzes piscando, sons altos, mudanças constantes –, que capturam a atenção imediata, mas substituem interações humanas essenciais. Pesquisas sistemáticas recentes, como uma meta-análise publicada em 2025, mostram que crianças de 18 a 36 meses expostas a mais de 1 hora diária de tela apresentam maiores riscos de problemas emocionais internalizantes, como ansiedade, tristeza persistente e retraimento social, além de externalizantes, como irritabilidade explosiva e comportamentos agressivos.​

Para pré-escolares (2-5 anos), o impacto se agrava: há evidências de pior autorregulação (dificuldade em lidar com frustrações sem birras intensas), menor empatia em brincadeiras em grupo e até atrasos na linguagem social, pois o tempo de tela "rouba" oportunidades de conversa olho no olho e imitação de expressões faciais. Esses efeitos são moderados, mas cumulativos – e pioram quando as telas viram "chupeta digital" para toda crise, treinando o cérebro para gratificação instantânea em vez de paciência e conexão.​

Quanto tempo é seguro por idade?

Felizmente, organizações globais baseadas em evidências científicas fornecem limites claros para proteger essa fase crítica. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em suas diretrizes de 2019 atualizadas, recomenda zero tempo de tela para bebês menores de 1 ano (exceto videochamadas com familiares distantes, que contam como interação social); para crianças de 1 ano, evite completamente telas sedentárias, priorizando movimento e sono; aos 2 anos, limite a no máximo 1 hora por dia de conteúdo de alta qualidade, sempre supervisionado; e entre 2 e 5 anos, mantenha em até 1 hora diária total, optando por programas educativos interativos e evitando multitarefa, como telas durante refeições.​

A Academia Americana de Pediatria (AAP) reforça: abaixo de 18 meses, telas só em videochamadas; de 18 a 24 meses, uso muito limitado e sempre com co-viewing (adulto junto comentando); de 2 a 5 anos, até 1 hora/dia de qualidade premium, como episódios curtos de Sesame Street, nunca como babá eletrônica. O mantra é "quanto menos, melhor", pois cada minuto de tela a mais reduz tempo para o que realmente molda emoções saudáveis: brincar livre e relações presenciais.​

Alternativas reais: brincar, mover e conectar

Em um mundo acelerado, onde equilibrar trabalho remoto, tarefas domésticas e os primeiros anos dos filhos vira uma verdadeira maratona emocional para os pais, surge a dúvida: como oferecer estímulos ricos sem se esgotar sozinho? Estudos mostram que compartilhar essas vivências – em grupos pequenos ou com profissionais – alivia o peso parental e potencializa o desenvolvimento, pois crianças florescem com interações diversificadas, ritmos coletivos e apoio multiprofissional, fortalecendo empatia, regulação emocional e laços familiares.​

Experiências como culinária sensorial para bebês (explorando texturas seguras a partir de 6 meses), musicalização (ritmos que acalmam e conectam desde 8 meses), ateliers sensoriais (toques e cores para curiosidade) ou movimentos iniciais como baby jiu-jitsu e capoeira (equilíbrio e confiança a partir de 8 meses/2 anos) criam oportunidades reais de descoberta. Para pré-escolares, práticas como yoga infantil (respiração para emoções), jiu-jitsu kids (foco e autocontrole) e capoeira (ritmo e identidade) canalizam energia em resiliência, enquanto oficinas de culinária com nutricionistas transformam refeições em momentos de autonomia sensorial. Pais relatam: "Minha filha sai mais feliz e ansiosa pela próxima" – ecoando o que a ciência confirma: conexões presenciais constroem cérebros mais resilientes.

Dicas práticas para famílias

Comece devagar: crie "zonas sem tela" no jantar, hora de dormir e manhãs, substituindo vídeos por contação de histórias dialogadas ou músicas ao vivo que incentivem danças livres; defina timers visuais e recompense com abraços, circuitos de obstáculos caseiros ou explorações sensoriais como massinha, areia ou bolhas de sabão. Escolha conteúdos calmos apenas quando necessário (como apps educativos aprovados pela AAP) e assista junto, fazendo perguntas como "O que o personagem sente agora?" para estimular empatia; brinque de jogos de tabuleiro, amarelinha, pega-pega ou quebra-cabeças para desenvolver cooperação e raciocínio, ou monte uma barraca com lençóis para karaokê familiar sem vídeo. Monitore o humor: mais birras, isolamento ou ansiedade? Hora de reduzir e priorizar ar livre, pintura com dedos ou brincadeiras coletivas que fortaleçam vínculos e imaginação.​​

Na Casa Qualy, enquanto os pequenos vivem essas aventuras presenciais, você pode relaxar em um espaço acolhedor com coworking e café – equilibrando rotina familiar e desenvolvimento sem telas.​

Quer ver a transformação nos olhos do seu filho? Agende uma aula teste gratuita em programas como Fraldas & Aventuras ou Razões Aventuras pelo WhatsApp (horários de segunda a sábado). Na Casa Qualy, em Vila Sônia, crescer vira uma aventura cheia de afeto e conexões reais!

Você já parou para observar como os olhos do seu pequeno brilham com um vídeo no celular ou tablet? Na correria do dia a dia em São Paulo, com trânsito, trabalho remoto e rotinas apertadas, as telas se tornam aliadas rápidas para acalmar birras, distrair durante refeições ou entreter enquanto os pais preparam o jantar. Mas será que esse brilho esconde riscos?